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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Alerta: “Pulseira do sexo” gera polêmica entre pais e educadores em SP

Um e-mail com reportagem do tabloide britânico “The Sun” circula na internet alertando os pais de crianças e adolescentes para um jogo que virou febre nas escolas do Reino Unido: o Snap. A “brincadeira” funciona da seguinte forma: uma menina coloca diversas pulseiras de silicone coloridas no braço e um jovem tenta arrebentar um dos adereços. Cada cor representa um “carinho”, que vai desde um abraço até sexo; quem arrebentar receberá a “prenda” da dona da pulseira.

As pulseiras já são moda por aqui. Baratas e fáceis de serem encontradas – um conjunto de 20 delas sai por, no máximo, R$ 2 –, elas não têm relação alguma com o jogo britânico, segundo usuários. “Pode acontecer isso fora daqui, mas no Brasil usamos só porque é legal”, disse a estudante Camila Perrenchelle, de 20 anos.

De fato, não há evidências de que algo semelhante tenha ocorrido nas escolas paulistas, segundo a Secretaria Estadual da Educação. Mesmo assim, educadores de instituições adiantaram-se à chegada da moda e começaram a tomar providências.

É o caso do colégio particular Marista Arquidiocesano de São Paulo. No fim do mês passado, a direção enviou comunicado aos pais dos alunos intitulado “Entretenimento? Consumo? Manipulação? Exploração de crianças e adolescentes?”. “Pedimos que, com discernimento e serenidade, [...] conversem sobre o melhor posicionamento para seus filhos e filhas”, informa o texto.

Em entrevista ao G1, o diretor educacional do colégio, o professor Ascânio João Sedrez, afirmou que a discussão foi parar também na sala de aula e teve um lado positivo. “Foi interessante. Surgiram pautas muito boas entre alunos e professores e também foi uma boa desculpa para que os pais começassem uma conversa necessária.”

Mãe de duas meninas, Patrícia Paz, de 39 anos, aconselhou a caçula de 10 anos e a adolescente de 13 a deixarem de usar as pulseirinhas na escola onde estudam, no Centro de São Paulo. “Elas usam desde pequenas, mas por precaução vão deixá-las de lado até essa moda passar”, afirmou.

As meninas questionaram a mãe, mas, após uma conversa franca, concordaram em colocar os adereços somente fora do ambiente escolar.

Vendas

Quem não gostou dos alertas sobre o jogo Snap foram os ambulantes que vendem os adornos nas proximidades das escolas. O G1 visitou cinco barracas e em todas a situação é a mesma: desde que começou a circular o e-mail com a reportagem do “The Sun”, as vendas tiveram uma acentuada queda.

“Antes eu vendia de 150 a 200 conjuntos de pulseiras por dia, mas agora não vendo mais do que 20”, disse o ambulante José da Silva Fontes, de 36 anos, que trabalha perto de uma escola na Vila Mariana, Zona Sul da capital paulista.

O vendedor Jean Souza Santos, de 40 anos, também sentiu a diminuição na procura pelo adereço. “Há uns quatro meses, vinham mães com seus filhos comprar. Agora nem as crianças compram mais.”

Moda passageira

Para o educador Sedrez, o jogo Snap, se chegar ao Brasil, será rápido “como fogo de palha”. “A sensação é que há maleabilidade, franqueza aqui. O gingado que o brasileiro tem na questão dos relacionamentos é muito mais solto em comparação aos britânicos.”

Para ele, o jogo pode ser aceito em uma cultura rígida, mas não ganha força em um país em que a sexualidade é tratada com mais naturalidade. “O jogo não se enquadra na nossa cultura. É estranho ao nosso país”, concluiu.

Fonte: G1

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Histórias bíblicas para crianças

A Editora Planeta lança, em novembro, Pequenas Histórias da Bíblia, do espanhol José Luis Olaizola. Ganhador de diversos prêmios e autor de mais de setenta livros, sendo grande parte deles para crianças, Olaizola narra algumas das mais conhecidas histórias da Bíblia com perspectiva infantil.

Para distrair a pequena Ana, que está doente, seu avô começa a contar histórias do livro mais lido no mundo: a Bíblia. Mas ele precisaria de muito tempo para relatar todos os feitos da imensa obra. Por isso, seleciona as passagens que acredita que mais agradariam a neta. No início, Ana apenas ouve o avô, sem se manifestar. Mas aos poucos, ela começa a interrompê-lo com perguntas e comentários, criando divertidos diálogos que acabam atraindo também outras pessoas, como a babá, a mãe, o pai e alguns amigos da escola.

Forma-se aí, um conto dentro de outro, nos quais, de uma maneira simples e criativa, o autor conduz os pequenos leitores a conhecerem as mais marcantes histórias do livro sagrado, como a criação do mundo, a vida de Adão e Eva, personagens como Abraão e José, até chegar à vida de Jesus.


Sobre o autor
José Luis Olaizola nasceu na Espanha, em 1927. Ganhou diversos prêmios, entre eles o Barco a Vapor, o Grand Prix de la Academie des Lecteurs e o Prêmio Planeta. Já publicou cerca de setenta livros, muitos deles dirigidos às crianças, uma de suas especialidades. É também presidente da ONG Somos Uno, dedicada à luta contra a prostituição infantil na Tailândia.

Sobre o ilustrador
Joaquín Marin, ou Quino Marín, é formado em Belas Artes e designer. Participou de mostras individuais e coletivas, entre elas a ARCO 97 (Madri) e a Bienal de Roma 1999. Depois de um longo período colaborando como desenhista em revistas, há alguns anos dedica-se à ilustração de livros.

Pequenas Histórias da Bíblia
José Luis Olaizola
16x23 cm, 304 páginas
Colorido. R$ 39,90


Fonte: Approach Assessoria de Imprensa - Por: Anaik Weid